Cléo

Resgate / Vida no abrigo:

Cléo e seus filhotes foram dos últimos hóspedes a chegarem no BG1. Os filhotes assim que tiveram idade suficiente foram adotados. A mamãe Cléo ficou desolada e, por isso, foi para a casa da voluntária Glória ver se aceitava amamentar outros bebês que foram achados sem a mãe. Mas lá chegando constatou-se que ela estava com mastite. Então ficou na Tia Glória para se recuperar e ser castrada. Foi assim que ela escapou do massacre… Mas ela é mais um exemplo da nossa missão sendo cumprida: mãezinha resgatada, tendo oportunidade de amamentar seus filhotes com tranquilidade, ser castrada, vacinada, vermifugada e encaminhada para adoção.

Em Julho de 2013 ela foi adotada e após estar totalmente adaptada foi devolvida, pois sua adotante teve que se mudar de Belo Horizonte. Ela viveu no BG até janeiro de 2015, quando finalmente ganhou um novo lar!!!
Alguns meses após a 2ª adoção, a voluntária Flávia, acompanhando o pós-adoção, ficou sabendo que a Cléo tinha emagrecido muito. Num primeiro momento os adotantes tinham achado normal, porque na nova casa ela tinha muito espaço para se exercitar e ela realmente estava uma bolinha. Mas, pelo que foi apurado ao telefone, a situação já tinha passado do razoável e ela precisava de atendimento veterinário, e os adotantes estavam inertes.
Neste momento foi necessária uma intervenção e fomos buscar a Cléo. A gata estava pele e osso… 
Como era um sábado à tarde, corremos para uma clínica 24h, para que ela pudesse já ser atendida e começar a tomar soro e medicação. Ela saiu do abrigo com mais de 5kg e deu entrada na clínica com pouco mais de 2kg. A Cléo desenvolveu um quadro de lipidose hepática, que acontece quando o gato para de comer. Mas, porque ela parou de comer, não sabemos.
Depois de uma semana, transferimos a Cléo para a nossa clínica parceira e continuamos o tratamento que era basicamente medicação e alimentação forçada de 3/3h, além de oferecer todo tipo de guloseima que estivesse ao nosso alcance. Foram patês industrializados e caseiros, latas de atum, carnes grelhadas e rações diversas.
Depois de semanas internada, a voluntária Paty L. resolveu levá-la para casa e cuidar dela lá. Ela não precisava mais ficar na clínica, mas ainda tinha um caminho a percorrer até a total recuperação e o BG não tinha as condições adequadas para tanto.
Aí na casa da Paty é que ela foi realmente mimada e, depois de alguns meses, estava a nossa gorducha geniosa de sempre!
Em tese ela deveria, então, voltar para o BG, onde seria vista pelos adotantes que lá vão conhecer os hóspedes. Mas houve uma certa resistência a este retorno…
E mais meses se passaram até que em Fevereiro de 2016 foi oficializado: a Cléo foi adotada pela Tia Paty L.!!!!
Gata guerreira agora pode relaxar porque será verdadeiramente amada e cuidada por toda a sua vida!

Depoimento adotante – Patrícia Luíza

Quando resolvi dar (LT) lar temporário para Cléo, que ainda precisava de alimentar de 3 em 3 horas, meu filho se prontificou a ajudar pois fica em casa o dia todo, com apoio do meu marido Helton, eu a princípio falei que ela precisava de tratamento de 60 dias. O grande desafio foi medicar, mas graças a Deus deu certo ela já sabia que após o remédio viria coisas gostosas.

Os 60 dias viraram meses, até que em fevereiro de 2016 prometi para Cléo que jamais seria devolvida pois ali seria o seu lar e não iria desistir dela. Já a amava demais para levá-la de volta para o abrigo.

Cléo agora tem 5 irmãos, sendo 2 deles, Ian e Anita, que também são do abrigo no qual aprendo todos os dias com cada um deles.  Amor que não explica. Muito obrigada a equipe Gato Uai.